
"Escrevi e apaguei. Mil vezes o fiz, mil vezes pensei não apagar, mil vezes apaguei. Mil vezes escrevi e chorei ao ler. Mil vezes escrevi e sorri, não por ter piada, não por ser divertido ou engraçado, não por ser feliz, mas sim porque o que tinha escrito fazia sentido e realmente aquilo tinha acontecido em algum momento da minha vida. Mil vezes pensei no que tinha escrito. Mil vezes me questionei sobre o certo do que estava naquelas linhas e sobre o errado que tinha sido o meu pensamento ao ter escrito tanto. Mil vezes escrevi e apaguei. Escrevi o que queria, o que me vinha à mente, escrevi as letras que meus dedos encontravam, memórias que meus olhos viam e lembravam. Apagava porque não fazia sentido, não tinha mais lógica, no passado sim, no presente era estranho ou então apagava porque apenas o que tinha escrito não estava bom como queria. Mil vezes assim foi. Mil vezes sonhei com o dia em que o mundo iria ser melhor. Mil vezes mil palavras escrevi. Mil vezes mil palavras apaguei. Mil vezes senti o teu coração bater junto ao meu. Mil vezes as tuas mãos tocaram nas minhas. Mil vezes te amei e mil vezes infinitas são as que te quero continuar a amar. Mil vezes escrevi e apaguei. Mas nunca mil vezes senti e esqueci. Senti, sinto, sentirei. Não mais esquecerei. Assim é e assim será."
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