sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quem sabe?


“‎Quem sabe — quem sabe se o que é certo está exatamente no erro? Se é verdade, quantos “erros” frutíferos eu perdi. Isso contraria tudo o que aprendi e tudo o que a sociedade humana me ensinou. Por medo do erro, eu me abastardei. Para evitar o erro, eu nada de grande ousei. Eu, de pé na rua, faço sombra no chão. A minha sombra é o meu avesso do “certo”, a minha sombra é o meu erro — e esta sombra-erro me pertence, só eu a possuo em mim, eu sou a única pessoa no mundo que calhou ser eu. Tem pois o direito adquirido de ser eu? E quero agora meus erros de volta. Reivindico-os.”

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