Por isso não sigo conselhos. Sou rebelde na consciência de meus atos. Sou
um anarquista do amor. Minhas decisões nem sempre condizem com as que vocês
imaginam ser a mais coerente, mas eu decido o que é melhor para mim. Eu escolho
quem deve ficar na minha vida, e quem jamais deveria ter entrado nela. Mas não
os julgo mal. Também dou minhas opiniões quando a pedem, mesmo sendo tão
somente quando a pedem. Sinto deixar-lhes chateados com minhas tristezas e
lamentos, e eu sei como é frustrante ver um amigo nessa situação e não fazer
nada. Sei como é desesperador querer tirar o amigo dos problemas da maneira ais
fácil. Mas, tranquilizem-se, ficarei bem.
Logo virão os tempos dos sorrisos abertos, muito melhores e espontâneos que
os de antigamente. Um dia, num futuro próximo, iremos nos sentar numa mesa de
bar e acharemos graça disso tudo. Vou rir de mim. As coisas vão se resolver
logo, antes que imaginam.

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