''Estou entre a tua paz e o teu tormento. Entre o teu preto e branco e o teu colorido. Estou lá, entre o teu sol e o teu quarto escuro. A tua alegria e o teu lamento. O teu corte e a tua cicatriz. Estou aqui e aí, tentando encontrar-me nos teus espaços que se preenchem ora de vento, ora dos meus agrados. Estou te achando para não te perder, mas não estou te tendo, não, pois ter é pertencer e pertencer é idealizar. Teus buracos tão vazios, iriam eles me querer tão perto?
Quantas e quantas caligrafias eu busquei em mim para alguma tradução nossa…
Pintei quadros sem cores e corri maratonas sem ganhar medalhas. Eu fui atrás de você nos prédios mais altos, mas tua sombra me engana, tua imagem se distorce e eu, outra vez, fico em companhia do silêncio.
Estou buscando o meu ponto de encontro no teu interior, colando o teu fervor no meu calor e pensando quanto vale uma noite que nunca amanhece. Se formos sempre essa escuridão, pode ser que o sonho não abra os olhos.
Pode ser que eu ache a minha pétala no teu jogo de mal-me-quer-bem-me-quer.''
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