De repente estás num mundo que desconheces, és um ser que não gostas, que não suportas e que sentes vontade de fugir dele. De repente parece que passaste a ser o vidro mais frágil, com os sentimentos mais fortes e menos correspondidos. De repente olhas à tua volta e não consegues ver ninguém, és consumido pela solidão e a única companhia são soluços e uma respiração acelerada que tenta manter a calma. De repente vês-te sem forças, com vontade de quebrar tudo o que és. Os teus olhos não alcançam paz, o teu coração não se sente feliz e o teu corpo por dentro é um vazio aterrorizador. De repente encontras alguém que até te consegue dar estabilidade, que consegue fazer-te bem, fazer-te sorrir por coisas pequenas mas até essa pessoa desiste de ti... Tal como tu desististe de olhar para o espelho, a partir do momento que percebeste que essa era uma das tuas maiores dores. Mas as pessoas vêm-te, elogiam e acham que estás bem, que és segura de ti e que estás de bem com o mundo. E tu deixas-te andar, andas devagar como o tempo, porque do muito pouco que resta da tua essência guardaste o facto de não gostares de mostrar fraqueza e posto isso, preferes sorrir quando por dentro és inteiramente feita de lágrimas. Ninguém te percebe ou ninguém quer perceber. Ou não mereces a luta de ninguém ou és difícil... E fácil, é desistir.
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